domingo, 1 de fevereiro de 2015



Precisava de tempo e me fortalecer para fazer esse desabafo.
Estive com outros homens, vivi algumas história, mas recentemente me dei conta de como tudo ainda rodava em torno dele na minha vida.
Todos com quem eu estive... sempre busquei alguma coisa que me lembrasse ele.
Senti prazer, mas nenhum me satisfez. Nenhum me deu o que ele dava.
Já faz tanto tempo, mas preciso tirar isso dentro de mim de alguma forma.
Nunca contei essa história para ninguém.
A primeira vez que fui naquela casa noturna, onde nos conhecemos, sem a presença dele, me concentrei para não lembrar. Bebi, dancei, flertei, me senti feliz, leve, livre.
Resolvi ver a nova banda que estava em seu lugar. Não me lembro ao certo quem eram ou que musica tocavam, mas de repente, não sei se foi um deja vu, um sonho, uma alucinação...
Tudo escureceu em minha volta, eu vi cada pessoa sumindo, cada barulho desaparecendo. Olhei para frente e ali estava ele, com a mesma elegância, confiança, impecável em sua performance como sempre.
Ele estava ali olhando para mim, cantando aquela música... Foram os 30 segundos mais inexplicáveis que já vivi.
Como se estivesse caindo em um abismo ele despareceu, as pessoas voltaram, o barulho... Nunca senti vazio maior!! Me lembro de abraçar a primeira pessoa que vi do meu lado, por sorte era meu amigo, e a chorar, chorar de soluçar!! Não conseguia falar nada, ninguém ia entender!!
Entrei em estado de pânico total ao perceber que estava sozinha agora.
Aquele peso que tinha nas minhas costas, quando terminamos foi embora, no começo achei um alivio, mas depois descobri que era um paraquedas que eu carregava!! Aquilo me mantinha viva, segura, naquele momento  senti que estava em queda livre e ele não estaria mais ali para me segurar. Cai. Sofri. Chorei. E chorei.
Me tornei frígida, insensível, tranquei faculdade, parei de trabalhar, nada me dava paz ou algum tipo de felicidade. Casos mal resolvidos, bebida, não tinha mais sonhos, não tinha emoção, apenas sobrevivia. Acordava esperando ansiosamente a hora de dormir para me desligar da minha realidade. Fui em igreja, fui em motéis, fui em baladas, bares...absolutamente NADA me dava vida.
Escondi por muito tempo como eu realmente me sentia, usava as desculpas mais ridículas para minha falta de rumo na vida. Mas que vida? Sempre pensava nisso quando me questionavam sobre meus planos.
Nada importava... nada.
Sofri tudo calada.
O tempo passou.... Não posso dizer que aprendi a voar desse abismo, apenas parei de cair.
Minha vida voltou a andar, mas vivo com a certeza de que não vou encontrar homem que ocupe o lugar dele. Meu Preto.





terça-feira, 30 de dezembro de 2014


Veeeeeeem 2015!!
Que ano foi esse???? Quanta mudança! !
Alguns sentimentos eu sei que prevalecerão por muitos e muitos anos, mas 2015 eu imploro que este ano possa me libertar de alguns  desses sentimentos.
Que eu tenha sabedoria e respeito para encarar esse novo capítulo.
Que nenhum inocente pague pelos nossos erros e que haja amor no caminho de todos !!!


terça-feira, 14 de outubro de 2014

LET'S GET IT ON!!!!!

Que fim de semana maravilhoso! !
Certas coisas e lugares nunca mudam!
Feliz!!!
Sem mais.

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Ohar para o que eu fiz... O tipo de vida que eu vivi.
Quantas coisas eu rezo para o pai perdoar.
Uma situação envolveu um homem.
Ele era o oceano e eu estava na areia.
Ele roubou meu coração como um ladrão na noite, entorpeceu meus sentidos e turvou minha visão.
Eu escolhi uma estrada de paixão e dor.
Sacrifiquei demais e esperei em vão.
Desisti do meu poder, deixei de ser rainha.
Viciada em amor, como a droga de um demônio.
Rasgada e confusa... desperdiçada e usada.
Atingida na encruzilhada que eu escolhi.
Presa e frustrada, esperei debatida para que aconteça alguma coisa que simplesmente não estava predestinada.
Pensei que o que eu queria era algo que eu precisava.
Quando mamãe disse não eu devia ter ouvido.
Enganada eu sangrei até o veneno sair.
E fora da escuridão chegou a aurora doce.
Pai, você me salvou e me mostrou que a vida foi muito mais do que ser mulher de um homem tolo.
Me mostrou que o amor era respeito e devoção.
Maior que os planetas, mais profundo do que os oceanos.
Minha alma estava cansada, mas agora é reabastecida.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Você me bagunça, tumultua tudo em mim.
Preciso de você.


segunda-feira, 23 de dezembro de 2013



Agora posso ir e não olhar pra trás, passado tudo aquilo que se desfaz.
Foi bom te ter mais uma vez e saber te abandonar, dar por fim da mágoa desse mal amar.
Hoje quero crer que não foi mesmo em vão.
Escolho solitude à solidão.
Quem feriu meu coração fui eu, mais ninguém.
Quem feriu meu coração foi você também.
Quem feriu teu coração foi você também....


quarta-feira, 4 de dezembro de 2013


Com todo bilhete de amor, vem uma grande história por trás.
Fazia muito frio na noite em que a fama seduziu o indigente Paulo Gonçalves na fila da Central de Triagem e Encaminhamento (Cetren, hoje conhecida como "sopão"), na rua Otto de Alencar, no centro de São Paulo. Em 29 de agosto de 1984, as mulheres brasileiras conheceram seu novo ídolo sexual, Pelezão, um dos mais famosos personagens do "Notícias Populares".
No dia anterior, a equipe do jornal foi surpreendida com a história de um mendigo que, aguardando tranquilamente por uma quentinha da prefeitura, foi caçado pela bela psicóloga D.M.Z, 28, para uma breve aventura sexual em seu Fiat branco, estacionado a poucos metros da fila. "A mulher caiu em cima de mim feito uma gata no cio", contou Paulo, de 52 anos, apelidado de Pelezão pela moça.
A brincadeira terminou com o flagra da polícia, que tirou o casal do banco traseiro do carro e o levou para a cela do 6º DP, no Cambuci. Ambos se apresentaram ao delegado nus da cintura para baixo. A mulher, segundo depoimento dos policiais, disse que a vontade surgiu no momento em que passava pelo local e alegou ter "uma filha e muitos problemas com o marido".
D.M.Z. deixou seus brincos e um anel como garantia do pagamento da fiança de 60 mil cruzeiros. Já no caso de Pelezão, sua liberdade foi adquirida graças à piedade dos policiais, que fizeram uma vaquinha. No dia seguinte, Paulo já deixava de ser um indigente para se tornar o "ídolo das madames", alçado à fama pelas manchetes do "NP".
As mulheres distintas da sociedade paulistana passaram a frequentar a fila do Cetren em busca de Pelezão, que, por sua vez, arranjou um paletó azul e tratou de fazer a barba. Mas o astro não voltou à fila dos indigentes --ao contrário, foi hospedado em um hotel na alameda Barão de Limeira, às custas do jornal-- e passou a receber todo tipo de regalia.
Paulo Gonçalves vivia agora uma vida de astro, com direito a fim de semana no Guarujá com os novos amigos da "high society", passeio de jatinho e até um famoso advogado encarregado de cuidar do seu caso no 6º DP. Mas o que o ídolo das madames queria mesmo era um emprego. E foi assim que, em 9 de setembro, o "NP" anunciava que Pelezão era o novo rei das noites no Bixiga (região central).
Por meio de um amigo, o astro arranjara um bico como porteiro na cantina C... Que Sabe!, na rua Rui Barbosa. E, como ele mesmo disse que "macaco velho não mete a mão em cumbuca", decidiu aproveitar a chance e garantir um futuro para si e para sua recém-conquistada noiva, Maria Aparecida Pontes, 50 anos. Segundo a reportagem, a sortuda era "copeira conceituadíssima numa agência de viagens internacionais".
"Sei cozinhar muito bem. Assim, além do coração, vou prendê-lo também pelo estômago. Sem essa de sopinha rala na fila da Cetren." Esse era o plano de Maria Aparecida para seu futuro com Pelezão, por quem caíra de amores logo que viu a primeira foto no "Notícias Populares". Ela leu no jornal que ele estava hospedado na alameda Barão de Limeira e foi atrás do seu galã.
Estava assim tudo arranjado para que o astro voltasse ao anonimato tranquilamente, e a série de manchetes sobre Pelezão se encerrou em 24 de setembro de 1984. Menos de seis meses depois, porém, na edição de 12 de janeiro do ano seguinte, os fãs se decepcionaram ao saber que Pelezão estava de volta às ruas, sem emprego nem mulher.
O proprietário da cantina no Bixiga revelou que, durante o mês em que trabalhou ali, Pelezão pegou no batente mesmo apenas quatro ou cinco noites e criou alguns constrangimentos para as clientes. Indagado sobre o comportamento do ex-ídolo das madames, o empresário se esquivou: "Basta que eu diga que ele estava sempre embriagado".
Para piorar, em julho daquele ano Paulo foi preso por tentar roubar o rádio de pilha de uma enfermeira na Santa Casa de Misericórdia. Àquela altura, o galã não tinha mais nada além de um par de sapatos, duas camisas e um paletó surrado. Na cadeia, porém, teve um breve momento de alegria quando um taxista levou para ele um bilhete de amor, tudo indicava que era uma carta da psicóloga D.M.Z.